terça-feira, 27 de maio de 2014

Filo Nematódeos

Exemplos: Ascaris lumbricoides e Wuchereria bancrofti.
Folhetos embrionário: triploblásticos.
Celoma: pseudocelomados
Simetria: bilateral
Habitat: dulcíola, solo úmido, e raríssimos são marinhos.
Digestão: tubo completo (com boca e ânus)
Respiração: tegumentar, ou anaeróbia
Excreção: canais excretores (célula H ou renetes)
Circulação: ausência
Sistema nervoso: escada-de-cordas ou ganglionar
Reprodução: dioicos, com dimorfismo sexual
Características: cutícula protetora (parasitas intestinais)



Ciclos Reprodutivos:
         O ciclo de vida do Ascaris completa-se em um único hospedeiro, que é o homem (parasita monoxênico). A contaminação se dá por meio de ingestão de verduras mal lavadas contendo ovos do parasita e da água contaminada. Chegando ao intestino, os ovos liberam a larva que perfura a parede intestinal, atingindo a circulação sanguínea. Através da circulação, chegam ao fígado, ao coração e pulmões. Nos pulmões, podem vir a perfurar is alvéolos, subir pelos brônquios e atingir a faringe, sendo novamente deglutidos. Chegando ao intestino, transformam-se em verme adulto.




Ciclo de vida de Ascaris lumbricoides


Filariose:
             A Wucheria bancrofti causa uma doença no homem conhecida como elefantíase ou filariose. Este último nome provem do segundo nome do verme que é filaria. O nome elefantíase é proveniente de hipertrofia gerada nos membros de qualquer outro local atacado, uma vez que o verme se aloja nos vasos linfáticos, os quais têm por função retirar o excesso do líquido dos tecidos, e sua obstrução resulta no inchaço. A profilaxia de ser feita pelo combate do inseto vetor (mosquito do gênero Culex) e pelo isolamento e tratamento das pessoas doentes. Esse parasita é comum na região amazônica.





Fonte: Livro do Universitário.












Curiosidades sobre os Poríferos

                1-  Estudo afirma que humanos compartilham genes com esponjas do mar
 Pode ser que a humanidade descenda do macaco, mas cientistas australianos encontraram provas de relações muito mais estreitas do homem com o solo submarino, em um estudo que revela que as esponjas do mar compartilham quase 70% de genes com os humanos.
A sequência genética das esponjas do mar na Grande Barreira de Recifes da Austrália mostrou que esse animal aquático invertebrado compartilha muito de seus genes com os humanos, incluindo um grande número de genes associados com doenças como o câncer.(...)
"As esponjas têm o que consideramos o 'Santo Graal' das células-tronco", afirmou Degnan.

2-    Esponjas retêm 88% do silício do oceano, fundamental à vida

As esponjas marinhas retêm 88% do silício do oceano, um nutriente fundamental para a proliferação de microalgas (diatomáceas) e da vida marinha, segundo concluiu um estudo do Centro Superior de Pesquisas Científicas (CSIC) da Espanha divulgado nesta terça-feira. (...)
"O silício faz com que o mar seja mais produtivo e rico em vida porque facilita a proliferação das diatomáceas. Estas microalgas absorvem grandes quantidades de CO2 atmosférico, paliando o efeito estufa e o aquecimento global de nossa atmosfera", destaca Maldonado (cordenador da pesquisa)


 Ao contrário do que se pensava, não são as algas, mas as esponjas que retêm a maior parte do silício
Foto: CSIC / Divulgação

3-       Cientistas descobrem esponja com formato de harpa no fundo do mar


             Cientistas descobriram uma espécie nova de esponja (Chondrocladia lyra) no fundo do oceano, a cerca de 3,5 mil metros de profundidade. Com hábitos carnívoros e formato incomum, ela recebeu o nome de "esponja-harpa" porque lembra o instrumento musical.  


'Esponja-harpa' é vista no mar (Foto: Reprodução/Instituto de Pesquisa do Aquário da Baía de Monterey)


Filo Porífero

Exemplo: esponjas
Folhetos embrionários: dipoblásticos, possuem uma camada gelatinosa de preenchimento chamada mesênquima.
Celoma: não possuem (são acelomados) 
Simetria: assimétricos ou com simetria radial
Modo de vida: isolados ou colônias.
Habitat: aquático, com uma única família de água doce.
Digestão: coanócitos (intracelular)
Respiração: difusão.
Excreção: difusão (amônia)
Circulação: ausência (a célula amebócito faz uma função similar à circulação)
Sistema nervoso: ausente
Reprodução: brotamento, gemulação (gêmulas) só nas dulcíolas, ou sexuada com fecundação interna, podendo ser monoicos ou dioicos (larva anfiblástula) 




Fonte: Livro do Universitário



Platelmintos, mitos e verdades

Formas de transmissão da Cisticercose
 O indivíduo só adquire esta enfermidade ao ingerir (acidentalmente) ovos da Taenia, provenientes das fezes de outros seres humanos previamente infectados com a teníase. Ou seja, esses ovos são disseminados no ambiente (devido a falta de saneamento básico), contaminando a água, alimentos e até as mãos das pessoas infectadas (auto infecção). Com isso, a ingestão de verduras cruas mal lavadas, de água sem tratamento adequado e a falta de higiene pessoal são as principais formas de se contaminar com a cisticercose. Ou seja, a ingestão de carne suína ou bovina não causa cisticercose, pois os ovos da Taenia não estão presentes na musculatura desses animais, apenas no intestino. Vale citar que existe uma remota possibilidade de o ovo ir parar em uma carne já preparada/ manipulada, devido a más condições de higiene do local de preparo e/ou da pessoa que serviu o alimento.

Formas de transmissão da Teníase
 Caso a pessoa se alimente de carne bovina ou suína mal cozida e contaminada com o cisticerco (o animal pega a cisticercose da mesma forma que o ser – humano), ela está sujeita a adquirir a teníase. O cisto ingerido eclode no estômago e fixa-se na mucosa intestinal. Com o verme adulto no intestino, o indivíduo elimina milhares de ovos, que irão contaminar pessoas e animais da maneira explicada no parágrafo anterior (causando cisticercose), fechando o ciclo de transmissão do parasita.
Em resumo, podemos citar alguns mitos e verdades sobre a cisticercose e a teníase:
A cisticercose é transmitida pela carne de porco. MITO
Conforme explicação acima, a cisticercose é transmitida através dos ovos da Taenia que podem estar em diversos lugares, principalmente na água que é usada para irrigar plantação de legumes e verduras em zonas rurais.

Vegetarianos não correm risco de pegar cisticercose. MITO
Os ovos da Taenia podem estar em diversos alimentos, principalmente em verduras e legumes crus.

A carne suína e bovina pode transmitir parasitas. VERDADE
Desde que esteja contaminada, a carne mal cozida ou crua é uma potencial transmissora de parasitas para seres humanos. Ao comer carne infectada pelas larvas da Taenia (os cisticercos) a pessoa passará a albergar um parasita adulto em seu intestino.

A cisticercose e a teníase são doenças mais prevalentes em locais precários. VERDADE
Essas doenças acometem principalmente pessoas que possuem uma condição sócio-econômica inferior, pois elas normalmente vivem sob estruturas higiênicas deficientes (sem saneamento básico, por exemplo).

Fonte: http://semvermes.com.br/noticias/artigos/cisticercose-teniase-mitos-verdades

Curiosidade Sobre os Moluscos

1-Experimentos demonstram que substância química encontrada na tinta do polvo é capaz de curar câncer
O conhecimento de uma “nova” substancia química encontrada na tinta do polvo, que a seguir pesquisadores Japoneses poderia ser capaz de curar o câncer. A substancia encontrada trata-se de um polissacarídeo (uma molécula grande de carboidrato como o amido do arroz).
Após alguns experimentos com animais que possuíam a doença, onde era aplicado a substancia, constatou-se que os animais doentes que não foram tratados morreram e 60% dos que foram submetidos à substância melhoraram sensivelmente.
Inibindo a divisão das células doentes - mas ainda não se sabe como -, a substância tem a vantagem de não gerar efeitos colaterais



2- Polvo-de-anéis-azuis (Hapalochlaena maculosa)

Atualmente foi constatado que uma das maiores ameaças marinhas é o polvo-de-anéis-azuis.
Este molusco usa suas toxinas para caçar e para sua autodefesa. Quando sente-se ameaçado a agressividade do cefalópode atinge níveis altíssimos e ele ataca as presas pulando sobre elas. Através de mordidas com sua pequena boca, o polvo injeta seu veneno letal que é produzido por suas glândulas, que é capaz de matar uma criatura de até 1,2 tonelada. A mordida em si não é muito dolorida, mas em poucos minutos a pessoa sente náuseas e começa a ficar com a visão embaçada até tudo à sua volta escurecer por completo. Depois, vem a perda do sentido do tato e a impossibilidade de falar ou engolir. Em aproximadamente meia hora, a toxina produzida pelo polvo pode deixar a vítima paralisada e matá-la por asfixia.






3- Por que as lesmas derretem quando jogamos sal sobre elas

As lesmas possuem uma camada da pele da lesma que a envolve é muito fina. Vivem em locais úmidos, que faz com que não ocorram muita transpiração através de sua pele, se isso não ocorresse poderia provocar a desidratação desses moluscos.
Ao jogamos sal na lesma ela perde água e desidrata, e nesse caso ocorre desidratação pois o sal é dissolvido na pele úmida do molusco, assim formando uma solução salina que contem muita concentração dos sais como soluto, do que a solução dos fluidos do corpo do animal. Com isso ocorre a osmose, que é um fenômeno em que a água se desloca espontaneamente de uma solução mais concentrada para uma menos concentrada, até que as soluções possuam a mesma concentração, e com isso a lesma perde muita água e acaba morrendo desidratada.


Filo Molusco


Exemplos: Polvo, Lesma e Marisco
Folhetos embrionários: Triploblásticos
Celoma: Celomados
Simetria: Bilateral
Habitat: Aquático ou terrestre
Digestão: Tubo completo (rádula)
Respiração: Pulmonar ou branquial
Excreção: Nefrídeos
Circulação: Aberta ou lacunar (hemoceles e coração tricavitário)
Sistema nervoso: Ganglionar
Reprodução: Monoicos ou dioicos. Alguns podem formar ootecas.

Outras características: Manto (forma a concha), massa viceral e pé. 


Fonte: Livro do Universitário









terça-feira, 8 de abril de 2014

Vírus de computador podem saltar para o mundo biológico, dizem pesquisadores

Este interessantíssimo e revolucionário texto foi tirado do site: http://idgnow.com.br/seguranca/2012/03/19/virus-de-computador-podem-saltar-para-o-mundo-biologico-dizem-pesquisadores/

"Segundo pesquisadores, semelhanças entre vírus para pessoas e PCs podem levar à criação de códigos baseados em DNA.
Hackers podem criar um malware capaz de cruzar a linha que separa a tecnologia da biologia, desenvolvendo um vírus que poderia espalhar epidemias perigosas, disseram pesquisadores na conferência Black Hat Europa.
Imagem no link: http://tecnologia.culturamix.com/blog/wp-content/gallery/recuperacao-custosa-e-virus-virtuais-e-gastos-reais/recuperacao-custosa-e-virus-virtuais-e-gastos-reais-4.jpg
"Estamos realmente na fronteira entre vivos e não-vivos", disse Guillaume Lovet, gerente sênior de pesquisa de ameaças da Fortinet, durante palestra para discutir as semelhanças entre vírus biológicos e de computador.
A comparação foi para dar aos pesquisadores de segurança uma melhor compreensão de por que o sistema imunológico humano é muito melhor na batalha contra o vírus do que os softwares antivírus.
"Pode soar como um cenário para um filme ruim de Hollywood ruim, mas não é uma pergunta tão estúpida", disse Lovet.
Um dos principais itens que levaram os pesquisadores a essa conclusão é a semelhança entre os vírus. Em essência, comportam-se da mesma forma, incluindo a informação que instrui o comportamento parasitário dentro de um hospedeiro.
Dentro desta linha de pensamento, um ataque de Negação de Serviços (DDoS) pode ser comparado ao HIV, pois ambos visam a sobrecarga de um sistema, disse Ruchna Nigam, pesquisador de segurança da Fortinet.
Há outras comparações entre os vírus de computador e o HIV. Este ataca o sistema imunológico, tornando os humanos mais vulneráveis ​​a determinadas doenças. Os de computador, como o W32/Sality, também usam esta estratégia, fechando os antivírus e autorizando um programa malicioso dentro do firewall do Windows.
Uma pessoa ser contaminada ao visitar um médico não é um cenário impensável, disseram Lovet e Nigam. Da mesma forma, os computadores podem ser infectados ao visitar um site e baixar um malware automaticamente (ataque drive-by download). "Foi assim que o Trojan Zeus construiu uma botnet (rede PCs zumbis) de com 3,6 milhões de máquinas só nos EUA", observou Axelle Apvrille, outro pesquisador da Fortinet, em uma pesquisa.
Mutações
Vírus biológicos, tais como o da gripe, também são conhecidos por sofrerem alteração após a replicação. Este comportamento é comparável ao do Conficker e Koobface. É um pesadelo para os analistas de segurança, porque cada amostra replicada é significativamente diferente da antecessora. Isso pode tornar as assinaturas de antivírus, projetadas para detectar vírus, praticamente inútil.
Uma diferença importante entre estes vírus polimórficos é que o malware apenas muda de forma. "Só o empacotamento é alterado, o código não é reescrito", disse Nigam.
Vírus como o Conficker também são conhecidos por se incubar, aninhado-se em sistemas antes de atacar – o que é comparável à gripe. "Essas idéias são tiradas do mundo físico", disse Nigam.
Existem diferenças entre os vírus biológicos e os de computador, claro. Se alguém escrevesse o vírus da gripe em código, o arquivo não seria maior do que 22KB. Vírus informáticos são muito maiores e mais avançados. Vírus biológicos não são capazes de implementar técnicas de criptografia. Isso é muito bom, porque os remédios teriam graves dificuldades para eliminar tais variações.
No entanto, Lovet especula que eles podem convergir no futuro. A maioria dos vírus humanos são essencialmente código DNA ou RNA, que contêm instruções genéticas essenciais para todos os organismos vivos conhecidos. "Em poucas palavras: um vírus biológico é a informação para o comportamento em um hospedeiro", dizem os pesquisadores. Malwares são essencialmente a mesma coisa.
A fronteira entre o digital e o mundo biológico já está sumindo, disseram os pesquisadores, citando a prótese cibernética como exemplo. Algumas pessoas têm vários dispositivos eletrônicos no corpo, como marcapassos, estimuladores cerebrais profundos e implantes cocleares, lembraram.
Assim que esses dispositivos se comuniquem com uma máquina externa, o que acabará sendo necessário em algum momento, eles se tornarão, em tese, vulneráveis a malware.
Bioterrorismo
Link da imagem: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh9YuDIGpPm1KcMsF8RP9sagDfJKGUVNiL85yr-K0Ak0R1aAq9ae4R-R8S1iwKe12py6aE7zRc6lX2X1lUXCmauogo9IfY5AS2WyktrkoH94OmpdS5Dvo57YDC0OgPDEcBoffYR9ktcjaQ/s1600/armas+biologicas+bioterrorismo.jpg

Em 2002, cientistas foram capazes de sintetizar o vírus de poliomelite. Desde então, a biotecnologia avançou, tornando possível sintetizar bactérias e organismos são geneticamente modificados quase todos os dias, disseram os pesquisadores. Além disso, todo o código para um DNA sintético está em computadores.
"O software usado no seqüenciamento do DNA de um organismo vivo, e bancos de dados onde estão os código para essa seqüência, provavelmente não são livres de vulnerabilidades", dizem os pesquisadores.
Mas se é possível fazer um vírus com seqüências de DNA maliciosas que poderiam, uma vez transcritas em bits, explorar essas vulnerabilidades, isso ainda não foi feito. Usar um vírus codificado para afetar a biologia humana para fins militares é altamente improvável, uma vez que sua disseminação seria muito difícil de controlar. Liberar um vírus desses pode sair pela culatra e infectar o próprio exército do país. No entanto, bioterroristas devem estar interessados em ataques baseados em tais vírus, disse Lovet. "E isso é um pensamento muito assustador."